Compras de produtos ou serviços

Liquidações

As armadilhas de liquidações e pontas de estoque saiba como se proteger de falsas promoções

Hoje em dia, o comerciante tem de usar a criatividade para vencer a crise. A competitividade é voraz e a 'caça aos clientes' torna-se ferramenta fundamental para o giro de qualquer estabelecimento. Anúncios de ofertas e promoções são atrativos para os clientes, que muitas vezes só comprarão se sentirem que estão levando alguma vantagem. As maiores liquidações do ano acontecem logo após o Natal e o Ano Novo, pois em janeiro as vendas no comércio são fracas.

Assim, cresce em importância econômica (especialmente no ramo do vestuário) a estratégia promocional de saldões, pontas de estoque, outlets e bazares. Tais sistemas referem-se à venda de bens supostamente em bom estado material de utilização, cujo preço de mercado sofreu considerável redução em virtude do fim da estação, das oscilações da moda ou festas de fim de ano.

Contudo, o consumidor tem que ficar atento quando escolhe adquirir produtos através desse “fabuloso” meio de promoção de vendas, porque há empresas gananciosas que fazem publicidade enganosa de "falsa liquidação" para o escoamento de produtos usados, com defeitos ou até estragados, sem conceder o direito à troca.

Para não ser enganado, é necessária a observação de algumas regras básicas do Código de Defesa do Consumidor. Há dois aspectos jurídicos obrigatórios na venda de produtos em promoções. Em primeiro lugar, o cliente tem o direito de ser adequadamente informado acerca das características especificas dos produtos oferecidos (eventuais defeitos, prazos de validade etc.) para que, assim, possa mensurar a vantagem correspondente à redução do preço. Em segundo lugar, nas liquidações encontram-se também produtos com pequenos vícios e defeitos. Eles devem ser explicitamente avisados ao consumidor, sob pena de enquadramento do vendedor em crime contra as relações de consumo. Dessa forma, uma vez demonstrado o efetivo e real estado do produto, o cliente não será lesado, pois terá optado expressamente por desembolsar quantia com desconto na compra do referido produto.

É lógico que o próprio Código de Defesa do Consumidor garante ao comprador a ressalva de seus direitos e não suprime a responsabilidade do estabelecimento que promove a liquidação ou a 'ponta de estoque' quanto aos defeitos não mencionados ostensivamente na oferta. Por isso, embora o consumidor não possa reclamar em virtude dos defeitos conhecidos na oportunidade de sua aceitação (ou seja, a compra), ele não perde o direito de reclamar de outros vícios que venham a se manifestar no produto após a venda.


Logo, é saudável para a economia que os comerciantes façam as promoções por conta do retorno ser muito bom em termos de aumento de vendas e proporcionarem vantagens aos clientes. Mas a população tem que ficar atenta com alguns maus empresários "espertinhos", que querem empurrar mercadorias com defeitos, sem avisar os clientes. E na hora de brigar por seus direitos, lembre-se do famoso provérbio popular: "o consumidor tem sempre razão".



Dúvidas? Pergunte pro Tannuri!





undefined